quarta-feira, 24 de abril de 2013

Sobre adeus


E se ainda restar alguma mensagem na caixa de entrada, deleta!... antes que a  lagrima embace o visor e as lentes cegas.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas?



Não sou a raposa nem havia tal acordo quando lentamente nos tornávamos inseparáveis e quando nas noites insones me fazia companhia, sentia sinceramente que nossa amizade nunca chegaria ao fim.

Vidro trincado seja um copo, seja um pára-brisa de carro é perigoso para uso.  Mas isso se nota em qualquer exemplo de algo que se quebra, pode até ser colado, mas ficará com certeza desgastado e não durará muito tempo, um cristal que não recupera, uma pedra que rola de uma montanha se quebra em duas, a pedra nunca será a mesma, a montanha nunca será a mesma.
É preciso  ir além de solicitações de amizades em redes sociais é necessário conviver, estar junto, fazer cara feia pras manias do outro (Mesmo sabendo que você terá que conviver com elas), puxar a orelha sem arrancar o brinco preferido, ouvir a mesma musica e se alegrar, assistir o mesmo filme e fingir que um cisco caiu no olho, como diria minha vó e muitos maranhenses :  “Ser duas almas no cu de um bode”! Ou como diria uma velha vizinha: Cheirar o peido um do outro.

Apesar de tudo isso do respeito e amor, todos os laços, importâncias e confianças depositadas, ninguém garante que daqui um tempo tudo isso permanecerá, às vezes as despedidas acontecem até sem um adeus, a amizade morre sem um enterro decente e pode ser que seu melhor amigo se torne alguém qualquer na multidão e você não o reconheça mesmo que ele continue o mesmo.
Fato que grandes amizades não se acabam da noite pro dia, elas vagarosamente se apagam e os bons momentos se tornam lembranças que vez ou outra nos atormentam.

Assim eu guardo em um baú todos os momentos bons da nossa amizade, as ligações na madrugada e os risos na sala de aula, o bilhete informativo as Sms’s e os poemas amáveis, e escondo esse baú para que nenhuma Pandora possa abrir tudo aquilo que restou e é meu, pertence a mim e que eu mesma por vezes terei que abrir em dias ébrios em que a tristeza me abraçará.